quarta-feira, 5 de junho de 2013

Projecto Artístico - Essência

Relatório Final do Trabalho de Oficina das Artes: 
Projecto Artístico 
"Essência"


         No início do 3º período foi-nos apresentado o trabalho final da disciplina de Oficina das Artes: um projecto artístico, com resultado em formato de multimédia. Tudo começou com a análise de algumas imagens, análise essa que já está postada aqui no Blog, e através destas, terias ou não de nos surgir uma ideia para o trabalho Final. 
          No princípio deste projecto, o intuito do mesmo não nos foi logo especificado, sendo que ao longo das aulas nos fomos apercebendo e continuando a analisar as imagens. Durante as primeiras aulas, permanecemos na sala de Multimédia, de forma a ter acesso à Internet e a mais informações e de seguida dirigimo-nos à sala de trabalho.

           A ideia principal para este trabalho surgiu-me através da imagem de "Enigma of Isidore Ducasse" de Man Ray, pela composição e por um pano utilizado para cobrir algo, uma forma indefinida, uma forma que não nos é possível ver. Assim, as palavras "cobrir", "proteger", "não mostrar", "esconder", "não deixar ver" surgiram-me como palavras chave, as palavras que guiariam o meu trabalho e que impulsionariam todas as outras ideias.

A partir desta ideia principal, decidi utilizar um objecto, um pano com uma cor neutra e amarelada e uma forma parecida com uma espécie de puff, com outros objectos para dar uma maior forma. Utilizei também o pano sem nenhuma forma. Através deste objecto surgiu-me a ideia de questionar a forma, qual a nossa forma, o que somos. A partir do pano também abordei questões como a protecção e a máscara, não deixar ver o que é, não deixar decifrar a forma. Queria a partir disto, despertar no espectador a dúvida do que seria a nossa essência e a nossa forma, o que ficaria lá se o corpo desaparecesse. Esse resultado seria a essência. A Essência seria o que restava de nós.

         
“Protego-me. Protejo-me de tudo; do que me consome, de um mundo que não quero. Receio, medo, desconhecido. Desconhecido do que ainda não sei. Das impurezas das coisas. Das coisas que moldam em mim e sou. Transfiguração. Mas onde estou? Que forma sou? Tudo, nada, essência, vazio, vento, querer. Querer tudo cá dentro. Nem sempre me conheço. Nem sempre.”

          Através deste trabalho, pretendi mostrar um pouco de mim e do que a minha essência e personalidade é. Esta sou eu, sou uma pessoa reservada, que não dá muito nas vistas nem se dá muito a conhecer. Sempre preferi manter-me para mim própria e talvez isso me tenha retraído de um mundo que devia querer conhecer melhor. Também por causa deste trabalho percebi que talvez não seja tão necessária a excessiva protecção com a qual encaro a vida e deixo ser vista. Ajudou-me bastante a perceber que talvez tenha de me soltar mais, despertar para a vida e ser mais livre!

          Dito tudo isto, aqui está o projecto final:

 

terça-feira, 4 de junho de 2013

Curta-Metragem: Relatório Final



Relatório Final OMB - Curta Metragem - "Analepse"

     Grupo: Marta Costa & Teresa Fonseca

          Iniciámos o nosso trabalho de Multimédia com a construção do Argumento, da Sinopse e de seguida do Guião, já presentes aqui no Blog, de acordo com a orientação temática que nos foi dada. A Curta teria de estar baseada no conto de Vergílio Ferreira: "Uma Esplanada Sobre o Mar". "Analepse" porquê? Uma Analepse é uma figura de estilo que é utilizada para o retorno ao Passado, como que em memórias ou recordações.
          A partir do conto, ligámos o aspecto da vida e do aproveitar a vida, às memórias e recordações que nela estão subjacentes. Concordámos também em despertar no espectador alguma emoção e despertar neles a atenção para a nossa única vida, que de um dia para o outro pode já ter passado, desaparecido.
          Estabelecidas as datas, as metas, os cenários e locais de filmagem, o trabalho prático arrancou. Foi no Estádio Universitário de Lisboa que tudo começou com o auxílio da máquina e tripé da escola. Várias experiências foram feitas de diversos ângulos e com diferentes planos. No final deste dia de filmagens já tínhamos uma cena feita e parte de outra que se completaria mais tarde pela alternância de cenário. Na linha de pensamento de que é necessário aproveitar e viver a vida, dirigimo-nos ao ZOO, onde captámos várias imagens de pormenores e detalhes de formas que passam despercebidas no nosso quotidiano, como revestimentos de animais ou ramagens de árvores. Passada esta fase inicial, tinha chegado o momento que, consideramos ter sido o mais importante do nosso percurso, a ida a Castelo de Bode, Ferreira do Zêzere. Foi aqui, pela diversidade espacial, que filmámos grande parte da nossa Curta, tendo tudo organizado e registado pela dificuldade de acesso a este espaço. O início e o fim do nosso filme foi realizado e repetido várias vezes neste espaço da Natureza, calmo e vibrante a nível de cores e sons. Vídeos e momentos tiveram lugar neste local em diferentes espaços cuja luz, sombra, cor e paisagem alternavam de acordo com a zona por nós escolhida. Foi deste modo que transmitimos o ambiente que pretendíamos a cada cena. Tudo foi pensado, planeado e registado. Após um dia inteiro de filmagens estávamos de regresso a Lisboa, satisfeitas com os resultados obtidos. Neste ponto, decidimos começar a experimentar e conhecer o programa com que íamos trabalhar. Deste modo a professora explicou-nos o processo de trabalho com o Sony Vegas. A montagem acontecia e, paralelamente outras cenas eram gravadas. O trabalho estava dividido e organizado pelo grupo. Decidimos então arrancar para a realização do Trailer e Sneak Peek. Terminados e renderizados, recebemos uma opinião positiva e de entusiasmo não só na turma mas também pelas redes sociais. A montagem continuava e uma data foi marcada como um objectivo do grupo para a finalização da Curta. Gravadas as últimas cenas, nesse mesmo dia pusemos mãos à obra! Uma longa noite de finalização, do que já tinha sido feito na aula e não só, de atenção aos pormenores e detalhes que consideramos fazerem a diferença, aconteceu. Estávamos contentes, entusiasmadas, orgulhosas e surpreendidas connosco próprias. O trabalho estava feito, a meta estava cortada. Posteriormente e para a finalização do que nos tinha sido pedido, realizámos o Making Of do filme de acordo com as imagens que tínhamos captadas. 
            Em suma, podemos dizer que gostámos de fazer o trabalho e que nos abriu novos horizontes e formas de conhecimento. O resultado final agradou-nos e, ao que parece, também à plateia que assistiu à estreia. A emoção espalhou-se e uma força de ligação conectou os espectadores com as realizadoras. Obrigada a todos, e à professora que nos acompanhou e ajudou a aperfeiçoar técnicas ou a preferir alternâncias.

Assim, aqui está o nosso Filme, "Analepse":


                                                                                              " O que mais simples é ... melhor se torna..."

Curta-Metragem: Trailer, Sneak Peek e Making Of

Trabalho de Oficina Multimédia B:
Curta-Metragem
“Analepse”


 Trailer:


Sneak Peek:


Making Of:



segunda-feira, 20 de maio de 2013

Projecto Oficina das Artes


PROJECTO 3º PERÍODO OFA



Palavras-Chave:

- Não deixar ver

- Proteger

- Cobrir

- Tapar

- Esconder

- Não mostrar

- Embrulhar

- Entrelaçar

- Camuflar



Materiais a Utilizar:

- Pano

- Corda

- Tinta

- Vegetação

- Outros ainda a escolher



Ideia Principal para o Objecto a Realizar:

Manto que nos cobre. Para quê? Ligação com o texto escrito sobre a obra “Man Pray, Enigma of Isidore Ducasse”:

“Protege-te, contra tudo e contra todos. Não deixes que cheguem a ti. Não deixes que te estraguem, que destruam o que és e no que te tornaste. Protege-te do que te rodeia, desta sociedade que te consome e dá cabo de ti. Entrega-te aos outros e acolhe-os, mas não deixes que se cheguem demasiado a ti. Mostra a tua essência, a tua forma, mas nunca te esqueças de te proteger.”

Alusão a uma necessidade de protecção e de camuflagem contra tudo e todos, contra uma sociedade que nos consome, contra um sentimento de ansiedade, contra a passagem tão repentina do tempo, contra quem nos quer fazer mal.

“PRESOS À VIDA E HÁ VIDA EXTERNA A NÓS”

Assim, pretendo, através de várias acções e de vários movimentos (com ou sem o manto),  expressar a grande necessidade que sinto de me sentir protegida e disfarçada. Mostrar um pouco da minha personalidade, sem nunca me revelar por completo. Porque afinal quanto mais nos escondemos, mais somos questionados e alvos de curiosidade.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Curta-Metragem: Guião


Trabalho de Oficina Multimédia B:
Curta-Metragem
“Uma Esplanada sobre o Mar”

Grupo: Teresa Fonseca & Marta Costa;
Início: 19.04.2013

    Guião:

Nº Plano
Tipo de plano
Espaço Temporal e Físico
Diálogos
Som Directo
Efeitos Sonoros
Efeitos Visuais
Música
T.P
T.T
1
Geral
Tarde solarenga; Espaço aberto/paisagem em Ferreira do Zêzere.
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _
(consoante as condições envolventes)
Natureza:
-Vento;
- Movimento das folhas;
- Pássaros.
Slow Motion –
(não demasiado)
(a decidir)

1ªC
2
Inteiro
3
Geral
Rotação de 180º

Tarde solarenga; Espaço aberto/casa integrada na paisagem.
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _
(consoante as condições envolventes)               

                               
Narração + Natureza:
-Vento;
- Movimento das folhas;
- Pássaros;
_ _ _ _ _ _
(a decidir)

4
Pormenor
(mãos)
Tarde solarenga; Espaço aberto/paisagem em Ferreira do Zêzere.
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _
(consoante as condições envolventes)
Narração + Natureza:
-Vento;
- Movimento das folhas;
- Pássaros;

_ _ _ _ _ _
(a decidir)

5
Pormenor
(folha de árvore)
Jardim Zoológico
“É necessário valorizar o que temos…”; “Não subestimes a nossa realidade”; Risos da rapariga
(consoante as condições envolventes)
Narração sobre o valor da vida
_ _ _ _ _ _
(a decidir)

2ªC
6
Inteiro
Espaço exterior, com vegetação e piscina
(“Parabéns!”)
(Não há)
Narração: "O que temos hoje podemos não ter amanhã, aproveita a vida simplesmente porque sim, confia nela. Fotografa-te nela e desenha os teus defeitos para que possam ser apagados ou pelo menos, esbatidos. É necessário valorizar o que temos hoje... Pois o amanhã é imprevisível e não deve ser desculpa para sobrevalorizar tudo o que existe, nos rodeia e nos faz ser quem somos”.
_ _ _ _ _ _
(a decidir)

3ªC
7
Sequência de um plano Geral para Grande Plano
Espaço exterior, com ligação à barragem
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _
(Não há)
_ _ _ _ _ _
(a decidir)

4ªC
8
Pormenor (cara da rapariga)
Espaço com abertura ao céu
"Devias vir ver-me a cantar (pausa) Mas ver-me, com vontade e entusiasmo de viver!"
(Não há)
_ _ _ _ _ _
(a decidir)

5ªC
9
Americano
Espaço exterior, com atmosfera algo obscura
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _
Tremores, desespero, ansiedade.
_ _ _ _ _ _
(a decidir)

10
Pormenor ao telemóvel, com SMS
Espaço exterior, com atmosfera algo obscura
*Morada*
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(a decidir)

11
Sequência de um Plano Inteiro para Grande Plano
Alternância de cenários
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(Não há)
Tremores, desespero, ansiedade.

"A imprevisibilidade da vida, devia-nos fazer tomar conta dela, e nunca desperdiçá-la."

Som agudo e prolongado no final da cena
_ _ _ _ _ _
Música de suspense.

5ªC
12
Geral
Espaço Interior, quarto
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(Não há)
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(a decidir)

6ªC
13
Sequência de um Grande Plano
Espaço interior

(Não há)
“Imagino-a sozinha, sentada, a ver a paisagem, relembrando-se de mim, relembrando-se de nós, desejando que eu ali aparecesse, para ela e com ela… Amor, quantas vezes te avisei sobre a vida? Abanões que nos abalam e mudam a nossa maneira de pensar, de agir. Não fiques aí..parada, especada, a olhar ou procurar algo que no fundo, sabes que já não existe... A vida molda-nos e esculpe-nos à maneira dela, por isso cabe-te a ti, seres quem és e explorares a aproveitares de verdade as maravilhas que te rodeiam. Ver-te assim..perturbada, deitada, imóvel e estática, assusta-me, provoca-me ansiedade. Pára de chorar e levanta-te, vive por mim, por nós! Desfruta dos momentos, das paisagens, da arte, de tudo o que puderes. Porque não estás a reagir ao que te digo?! Fazemos assim, depois contas-me tudo. Sei que o que sentes te assusta e deixa saudades, mas a força que existe em ti supera-te a ti e à complexidade da vida, cujo teu maior objectivo por agora, não é vivê-la, mas sobreviver-lhe. Sente, experimenta, expressa, toca, cheira, olha, vê e ama. Reage! Agora! Por favor"
_ _ _ _ _ _
(a decidir)

7ªC
14
Geral
Tarde solarenga; Espaço aberto/paisagem em Ferreira do Zêzere.
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(consoante as condições envolventes)
Natureza:
-Vento;
- Movimento das folhas;
- Pássaros.

"O que mais simples é, melhor se torna..."

(a decidir)

8ªC

15
Pormenor a uma flor